Para começar a semana…

Para começar essa semaninha chuvosa aqui em Floripa, resolvi colocar (mais um!) textinho de amor para colorir o nosso dia…

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”.

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida.

Antes idiota que infeliz!”

Arnaldo Jabor

Espero que gostem!

Beijinhos,

Gabizinha.

A simplicidade das coisas simples… Por Pati Jucá

Ontem comecei um livro que na primeira página dizia “ (…) que mania as pessoas tem de achar que vieram ao mundo com uma missão”. De uma forma bem engraçada ele explica que as pessoas precisam crer que carregam um fardo, uma missão, mais ou menos para legitimar sua existência, ser útil ao mundo – e para quê? Pois é, me perguntei para quê? Como pode ser tão difícil entender que a gente SÓ veio para ser feliz. Logo pensei, se viemos para ser feliz, por que existem as coisas chatas?

Ainda sem resposta, voltei ao meu pensamento de felicidade e decidi que vim sem propósito nenhum. Vim perambular entre os vivos para ser feliz e aproveitar o sol enquanto ele ainda me esquenta.

Afim de cumprir meu objetivo, pragmática que sou, resolvi fazer uma lista das coisas que no último final de semana me deixaram feliz. Juntei dez coisas e não me acho muito diferente de vocês, entre dinheirinho no bolso e algumas outras futilidades de menina, a maioria delas é bem banal – água quente na torneira, post it colorido, caderninhos, música nova, caminhar, e por aí vai… Como não existe o bem sem o mal, imediatamente pensei nas coisas que não gosto muito, mas precisam ser feitas. Para elas resolvi usar outra estratégia, fiz outra lista e nela uso a minha razão. Vamos fazer, porque precisa ser feito. Chato ir pra academia no frio? Chato ter que programar as contas do cartão? Chato ter que ir ao super? Chato, chato, chato! Mas precisa ser feito.

Então combinamos o seguinte, razão para as coisas chatas, coração para todo o resto e vamos perambular por aí, pois a verdade é sempre simples e preciso de companhia para ser feliz!

Boa semana gente linda!

Para manter o brilho… Por Pati Jucá

Amo Dia dos Namorados !!

Já tinha escrito outro texto sobre o tema, mas numa segunda lida, apaguei tudo. Todo mundo tem uma ideia, uma dica e, às vezes até uma promoção, para aumentar o clima de romance. Vou nadar contra a maré, vou dar dicas de como não acabar com o romance. Sim, porque nós mulheres, assim que confortáveis na posição de “as escolhidas” esquecemos de coisas que não devem ser esquecidas. OK, os homens também, mas meu papo é com vocês…

Se você amiga leitora, namora há muito tempo, já casou (yupi!) ou está entretida na espera de um baby, é hora de uma pausa para meditação. Seja sincera e pense comigo pelo menos uma coisa que você não faria caso conhecesse seu amor há duas semanas. Vou eu falar das minhas sinceridades para abrir caminhos a imaginação: (a) não dormiria de rímel… o que acontece que viramos pandinhas? (b) Ja-mais tiraria as sapatilhas depois de duas horas de caminhada (c) não diria que estou chegando, quando na realidade estou no portão de casa – faço muito isso (!).

Sinceramente ninguém vai desgostar de um amor por isso, não é por aí. Revertendo o quadro para o lado dos homens, não é uma toalha molhada em cima da cama que termina um romance. Mas, e uma toalha dobrada, quentinha, te esperando sair do banho, não é bem melhor? E essa toalha, também não é mais uma forma de dizer eu te amo? Conheço a história de um casal em que o papis, em dias frios como hoje, passa a ferro o lado da cama da mammys, para que quando ela chegue já esteja quentinho… E, nesse caso, o casal é esse aí de cima na foto, os pais da Gabi. Não é demais? Seu Faracão sabe como (re)conquistar uma mulher, mesmo após quase 30 anos!

Sejamos nós quem cuida desse brilho do relacionamento, pois tudo o que refletimos volta para nós. O mais legal de um relacionamento longo é a liberdade de sermos nós mesmas, e porque não sermos a melhor versão para nós mesmas?

In the end the love you get is equal the love you give – Sir Paul McCartney

Boa semana gente linda!

Thinking…

Hoje, quem escolheu o textinho do “thinking” fui eu, Gabi. Ontem uma amiga me indicou um blog e logo que abri me deparei com esse texto… Gosto de dividir com vocês aquilo que, quando leio, me dá um certo “estalo” e causa algum tipo de reflexão, esse texto foi um destes! Pedi a Rezinha que me emprestasse a coluna dela de hoje pra eu dividir com vocês essa leitura que, com certeza, vai fazer todos refletirem um pouquinho!

Vale a pena! Espero que  gostem!

 AMOR –  4 SÉRIES X  8

“Não adianta. Mudam-se as cores do inverno, os sorrisos, as páginas das revistas, as dez mais bonitas. Mudam-se as tecnologias, as manchetes, o preço do pão, o jeito como você corta o cabelo. Mudam-se os sonhos, o clima lá fora, o tom do batom, a decoração, o que você espera de si mesma. Tudo muda o tempo todo. Mas uma coisa não muda. Não sai de moda. Não fica velho, nem ultrapassado. Quer saber? Acho amar a coisa mais eterna que existe. Não há nada mais moderno. Mais transgressor. Mais ousado – e mais antigo – que isso. Num tempo onde as pessoas mal têm tempo, amar virou coisa de gente corajosa. Porque é preciso muito peito (e muito jogo de cintura) para seguir o que temos de mais criativo: o coração. É o amor que nos faz ver o mundo de um jeito mais belo. E é o amor (e só ele!) que nos traz o valor exato das coisas simples. E você não precisa necessariamente amar uma pessoa. O amor é democrático. Você pode – e deve – amar a si mesmo e ao mesmo tempo amar alguém (essa, sim, é a melhor combinação!). E também amar a vida. Amar um projeto. Um trabalho. Um sonho. Ou – porque não? – simplesmente amar o amor. Se todo amor vale a pena? Eu acredito que sim. O mundo não está  triste só por causa das  guerras, do superaquecimento global e do tal “salve-se quem puder” As pessoas se escondem  atrás das tecnologias e de um falso liberalismo pra camuflar seus medos. Para enganar seus desejos. Ah, me desculpem, mas no fundo todo mundo quer mais é se apaixonar! Mentira minha? Duvido. Todo mundo quer amar, todo mundo quer encontrar alguém especial, todo mundo quer se livrar do medo que nos impede de andar de mãos dadas. É certo que há quem prefira o morno, os relacionamentos superficiais, as noites vazias. (Relacionamentos trazem tantos problemas e alegrias quanto estar só, isso é uma verdade). Mas tenho a impressão de que todos nós temos um leve romantismo escondido, um desejo real pelo amor, uma necessidade de amar e ser amado sem a qual a vida não teria graça. (E não haveria tantos poetas, tantas canções bonitas e tanta insônia por aí). Escrevi, uma vez, uma letra onde canta a seguinte frase: “Será que amar é mesmo tudo”? Na época eu não saberia responder. Mas, hoje, cheguei a uma breve conclusão: não, amar não é tudo. É quase tudo. Amar é o começo. O primeiro parágrafo. A primeira nota. É o que canta (e encanta). Amar é que nos faz falar. É o que nos faz acordar. É o que nos faz dizer “Bom dia” com o sorriso mais livre do mundo. Se eu estou amando? É, devo admitir. Depois de vários romances sem fim, me apaixonei por mim mesma. E, como presente,  ganhei um novo amor que é fruto de todos os grandes amores que tive. Sorte minha? Talvez. Mas amor não é apenas sorte. Não pensem também que amor é a solução pra todos os nossos problemas. Não. Amor não é solução. Amor é prêmio. Recompensa feliz para quem – afinal de contas – conseguiu manter-se fiel a si mesmo. Por isso, escrevo esse texto. Em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação, acho o AMOR o exercício mais radical que podemos fazer.”

(O coração agradece!)

Fernanda Mello

Me emociona… Por Pati Jucá

Ou nem me convida. Acho que se pudesse ter uma legenda constante me acompanhando ela diria isso. Me emociona. Como as coisas perdem a graça quando usamos muito mais a lógica do que o sentimento. E alguém, por gentileza, tem alguma receitinha para conter ou mesmo educar uma racionalidade, teimosa e espaçosa que tenta sempre tomar conta das minhas ações? A minha é assim, uma adolescente rebelde quase sem limites.

De uns tempos pra cá descobri que é essa chata dessa racionalidade que deixa a vida meio sem sal, no piloto automático, meio no tipo nem-lembro-direito-o-que-fiz-ontem. E aí, a vida vai passando e de repente foi. No início desse ano, decidi algumas coisas e até compartilhei algumas com vocês aqui e uma delas foi escutar com mais atenção aquela voz mudinha que fala pelo nosso estômago. Vi que é ela que me emociona quando conseguimos algo, quando vejo alguém e quando descubro alguma coisa que faria até de graça. Descobri que é o que nos liga a nossa essência, e isso é o que nos emociona.

Hoje, fica combinado o seguinte, fechem os olhos para escutar melhor. Porque no fundo a gente sempre sabe. Me emociona, vai…

Boa semana, gente linda!

(Julia usa brinco – B1626)

Thinking…

Confesso ser apaixonada pelos textos da Martha Medeiros, mas acho que em “Divã” ela se superou em todos os sentidos. Por isso, separei um trecho do livro pra vocês…

Pertubador

Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.

Para aquelas que ainda não leram o livro ou assistiram o filme, fica a dica…

Espero que gostem!

Beijocas,

Thinking… Meio termo?

 Para aqueles que valorizam a intensidade…

 

“Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não,obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam “eu te amo” primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte.”

Fernanda Mello

Espero que gostem!

Boa semana!

Beijocas

Rafa usa mix de pulseiras GF – Q0275 e Q0261